Sebastião Guilherme S.Sundfeld
Sem duvida alguma, estes são casos de sonhos de consumo tão natural e familiar quanto uma pequena flor que desabrocha na primavera no seu jardim ou uma laranjeira que floresce no verão no fundo do seu quintal. Nisso tudo inclui doenças, mortes, calúnias, traições, famílias divididas, onde irmão não conhece irmão, amigos, enganos e desenganos, amores e desamores e todas aquelas coisas que alegram e que entristecem nossos corações que aparentemente mais parece um fantoche que dança regido pelos desejos mais íntimos das ambições humanas e das relações de consumo impostas por uma sociedade a beira da loucura.
Hoje está na moda falar e desenvolver relações éticas nos ambientes empresariais, essa ética pode ser interpretada ou entendida como sendo um “valor” de uma organização que tenta assegurar sua sobrevivência num mercado extremamente desleal e concorrido. Onde sua reputação é alvo de inúmeros bombardeios promovidos pelos seus concorrentes que consequentemente refletirá em seus resultados, em seu nome, no seu lucro, positivo ou negativamente.
Para alguns doutrinadores, a ética é “o comportamento de uma determinada empresa, ou entidade lucrativa, de acordo com sua conduta e interatividade com as conformidades em relação aos princípios morais e as regras do bem proceder aceitas pela coletividade. Essa ética profissional e conseqüentemente das organizações é considerada um fator importantíssimo para a sobrevivência delas, tanto das pequenas quanto das grandes empresas.
Mas como entender essas relações quando nos ensinaram no colégio que a palavra Ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. Através do latim mos (ou no plural mores), que significa costume, derivou-se a palavra moral. Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade.
Mas as organizações estão percebendo a necessidade de utilizar à ética, para que o “público” tenha uma melhor imagem do seu “slogan”, que permitirá, ou não, um crescimento da relação entre funcionários e clientes. Mas seria esse o caminho mais ético a percorrer? Fazer da ética um marketing com a intenção de mostrar somente uma relação aparentemente perfeita entre, organizações, consumidores, colaboradores, meio ambiente? E a onde fica a “verdadeira” pratica da conduta ética? Sendo que ética nas organizações significa “forma de ser e modo de agir”, não de maneira mecânica, mas como fruto da reflexão em consonância com a cultura e a filosofia da organização. E onde fica a ética de Sócrates, Platão, Aristóteles. Será que todo empresário deveria ser filosofo por natureza? ou cursar filosofia nas faculdades, para compreender essas questões? Ou será que esses grandes filósofos teriam que ser grandes empresários, como Henri Ford, que revolucionou um setor do mundo dos negócios.
Desse modo, é relevante ter consciência de que toda a sociedade vai se beneficiar através da ética aplicada dentro da empresa, bem como os clientes, os fornecedores, os sócios, os funcionários, até mesmo o governo... Se a empresa agir dentro dos padrões éticos, ela só tende a crescer, desde a sua estrutura em si, como aqueles que a compõem.
Difícil concluir e compreender toda essa complexidade empresarial e tais condutas éticas. Mas seria oportuno lembrarmo-nos de nossas mães, da educação que recebemos em casa, aquela educação de berço, onde os princípios éticos, morais e sociais, dos deveres e obrigações, foram nos transmitidos de forma espontânea a nos amparar emocionalmente para que possamos discernir o certo do errado, o talvez do porque, o sim do não, discernir a fé da crença, a alegria da tristeza, o desejo da cobiça, o honesto do trapaceiro.
Mas o que nos interessa nesse momento é estarmos prontos, e darmos boas vindas quando chegar a sua vez de experimentar as mudanças que a vida nos proporciona, que nos oferece a cada instante, seja boa ou não, pois não há nada como ela para aumentar as suas sensibilidades e elevar a sua mente em direção da verdadeira conduta ética.